Por que isto funcionaria
Vínculo não é sentimento. É um fator de saúde, e foi medido.
Cada número desta página tem fonte nomeada, e o link vai para o artigo. Onde não há evidência, está escrito que não há.
50%
mais chance de sobreviver ao período acompanhado, para quem tem vínculos fortes
Holt-Lunstad, PLoS Medicine, 2010
1 em 6
pessoas afetadas por solidão no mundo
Organização Mundial da Saúde, 2025
871.000
mortes por ano ligadas à solidão, cerca de 100 por hora
Organização Mundial da Saúde, 2025
O problema, medido
A revisão de referência é de Holt-Lunstad, Smith e Layton, publicada na revista PLoS Medicine em 2010. Ela juntou 148 estudos com 308.849 pessoas, acompanhadas por 7,5 anos em média.
O achado: quem tinha vínculos sociais mais fortes teve 50% mais chance de sobreviver ao período acompanhado. O resultado se manteve por idade, sexo, saúde no início e causa da morte. Os autores o comparam ao de parar de fumar, e dizem que é maior que o da atividade física e o de não ser obeso.
Vínculos sociais fortes
Parar de fumar
Atividade física
Comparável a parar de fumar, e maior que a atividade física, nas palavras dos autores. A figura mostra a ordem, e não uma escala.
- Desenho
- Revisão que juntou 148 estudos
- Tamanho
- 308.849 pessoas, acompanhadas por 7,5 anos em média
- Publicado em
- Holt-Lunstad, Smith e Layton, PLoS Medicine, 2010
- O que encontrou
- 50% mais chance de sobreviver ao período acompanhado, para quem tinha vínculos mais fortes
Em maio de 2025, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a primeira resolução sobre conexão social. Em junho, a Comissão sobre Conexão Social da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o relatório: 1 em cada 6 pessoas no mundo é afetada pela solidão, e ela está ligada a cerca de 100 mortes por hora, mais de 871.000 por ano.
O que a pesquisa diz que funciona
O Estudo de Harvard sobre o Desenvolvimento Adulto acompanha as mesmas pessoas desde 1938: 724 homens no começo, e depois cerca de 1.300 filhos deles. Robert Waldinger, que dirige o estudo, resume assim: quem estava mais satisfeito com as próprias relações aos 50 anos era quem tinha mais saúde aos 80, e não foi o colesterol da meia-idade que previu isso.
John Gottman e Robert Levenson observaram casais conversando e acompanharam o que aconteceu com eles. O que apontou para a separação foi o que se vê numa conversa, e não a personalidade: mais emoção negativa que positiva, defensividade, teimosia e afastamento (73 casais, 1992). Num acompanhamento de 14 anos, a falta de afeto na conversa sobre o dia a dia previu as separações que vieram mais tarde (2000).
Os achados apontam para a mesma coisa: o que muda uma relação não é uma grande conversa por ano. É o que acontece nos dias comuns, inclusive na conversa sobre como foi o dia.
Como a Confidey foi construída a partir disso
O que se repete em cada relação
A Confidey guarda o contexto de cada relação e mostra o que vem notando nela: o que ajuda, o que atrapalha, e como a confiança em cada pessoa se move com o que acontece de verdade. É uma oferta para conversar, e não um laudo: se ela entendeu errado, você corrige.
Um ponto de partida, e depois outro
Cinco áreas, do seu ponto de vista, respondidas em dois minutos. Não é teste nem diagnóstico: é a medida de onde você está hoje, para que mais para a frente exista com o que comparar. Progresso sem medida de partida é atividade com outro nome.
Exercícios que vêm de ferramentas conhecidas
Do objetivo que você escolhe nascem exercícios montados a partir de ferramentas que existem fora daqui e têm nome: o modelo GROW de coaching (objetivo, realidade, opções e vontade), a pergunta de escala da terapia breve centrada em soluções, o plano "se acontecer isso, então faço aquilo", a Comunicação Não-Violenta, a análise de campo de forças e a clarificação de valores. Nenhuma foi inventada por nós.
Nenhum exercício se repete
Um exercício que volta deixa de ser exercício e vira formulário. Cada um chega uma vez só, e a ordem segue o que a prática mostra: olhar antes de agir, agir antes de conversar, conversar antes de sustentar. Pedir uma conversa difícil na primeira semana é pedir para a pessoa falhar.
Os dois lados, cada um no seu espaço
Toda relação tem duas pessoas. Quando a outra aceita o convite, cada uma conversa em particular, as duas respondem a mesma pergunta do dia, e um exercício pode ser feito com até cinco pessoas próximas. Ninguém vê a resposta de ninguém antes de todos terminarem: ler antes muda o que se escreve, e aí as duas leituras deixam de ser independentes, que é o que dava valor a elas.
Nada disso é público
A Organização Mundial da Saúde registra que muita gente que convive com um transtorno mental enfrenta estigma e discriminação. Por isso aqui nada é publicado, a notificação nunca revela o assunto, e você vê e apaga o que a Confidey guardou sobre você, quando quiser.
O que sustenta o exercício de cada dia
O exercício não é uma pergunta que alguém inventou aqui. Cada um sai de uma ferramenta com autor e uso conhecidos fora deste produto: o campo de forças de Kurt Lewin, a Comunicação Não-Violenta de Marshall Rosenberg, o modelo situação, comportamento e impacto do Center for Creative Leadership, o modelo GROW de John Whitmore, a roda da vida, o plano "se, então" de Peter Gollwitzer. Você vê o exercício; o profissional que acompanha você vê também o nome e o autor.
Uma delas foi medida muitas vezes, e é a que o produto usa para transformar intenção em plano: o "se acontecer isso, então eu faço aquilo". Gollwitzer e Sheeran juntaram 94 testes em 2006: quem fez o plano chegou mais perto do objetivo do que quem só tinha a intenção, num efeito que os próprios autores chamam de médio a grande. É o formato exato do passo que a Confidey pede depois que a pessoa descreve o momento difícil.
- Desenho
- Revisão que juntou 94 testes independentes
- Tamanho
- o plano "se, então" contra só a intenção
- Publicado em
- Gollwitzer e Sheeran, 2006
- O que encontrou
- Com o plano, a pessoa típica foi mais longe que cerca de 3 em cada 4 pessoas sem ele
O que isso NÃO quer dizer: que a Confidey herda o efeito da metodologia. Um instrumento adaptado para uma tela, respondido em quatro minutos, não é o mesmo que o instrumento aplicado por um profissional numa sessão. O que a origem garante é que a pergunta tem procedência, e não que o resultado está medido aqui.
E do lado de quem atende
A tarefa entre sessões é das poucas coisas desta área com muitos estudos a favor. Kazantzis, Whittington e Dattilio juntaram 46 estudos em 2010. Nos que compararam a MESMA terapia com e sem tarefa, quem teve tarefa terminou melhor: a pessoa típica ficou à frente de cerca de 2 em cada 3 pessoas sem tarefa. Não é a diferença entre terapias: é a diferença que a tarefa faz dentro de uma.
E não basta a tarefa existir: o quanto ela é feita se relaciona com o resultado. Kazantzis e colegas, em 2016, viram em 15 estudos, com 1.537 pessoas, que quanto mais tarefa a pessoa fez, melhor o resultado no fim do tratamento, numa relação forte. Fazer a tarefa não é detalhe administrativo. É parte do tratamento.
É exatamente esse pedaço que fica invisível. Entre um encontro e outro passam dias, e o profissional só descobre o que aconteceu perguntando no começo da sessão seguinte, com o tempo dela. A Confidey para profissionais dá um lugar para a tarefa morar nesse intervalo, e devolve o que foi feito e onde a pessoa travou. Com o consentimento explícito dela, item por item, e sem nunca compartilhar conteúdo de conversa.
- Desenho
- Revisão que juntou 46 estudos
- Tamanho
- 1.072 pessoas
- Publicado em
- Kazantzis, Whittington e Dattilio, 2010
- O que encontrou
- Na mesma terapia, com tarefa entre as sessões, a pessoa típica terminou melhor que cerca de 2 em cada 3 pessoas sem tarefa
- Desenho
- Revisão de estudos sobre o quanto a tarefa foi feita
- Tamanho
- 15 estudos, 1.537 pessoas
- Publicado em
- Kazantzis e colegas, 2016
- O que encontrou
- Quanto mais tarefa a pessoa fez, melhor o resultado no fim do tratamento: uma relação forte
Como lemos os números das revisões: um efeito de 0,48 quer dizer que a pessoa típica do grupo com tarefa ficou à frente de 68% do grupo sem tarefa, e um de 0,65 quer dizer 74%. É a leitura de Cohen (1988), que supõe uma distribuição normal. O efeito de 0,79 da segunda revisão mede a relação entre o quanto se fez e o resultado, e fica perto do que Cohen chama de grande (0,8).
O que essa literatura NÃO diz: que a Confidey melhora desfecho clínico. Ela mostra que a tarefa entre sessões importa e que o cumprimento se relaciona com o resultado. Nenhum estudo mediu este produto, e não vamos escrever que mediu.
Conhecer a Confidey para profissionaisO que não afirmamos
A literatura desta página sustenta que vínculo social importa e que certos comportamentos preveem desfechos. Ela não sustenta que este produto melhora esses desfechos. Transformar evidência sobre o problema em evidência sobre a solução é o erro mais comum desta categoria, e nós não vamos cometê-lo.
A Confidey não substitui terapia e não diagnostica nada. O ponto de partida e as outras medidas do produto são instrumentos próprios, para você acompanhar a própria percepção ao longo do tempo, e não escalas clínicas validadas. Os números de solidão desta página descrevem o tamanho do problema no mundo, e não o nosso resultado.
Sobre esta página e sobre o que é nosso
As fontes citadas aqui são públicas, e é por isso que estão ligadas: qualquer pessoa pode conferir cada número. O que não é público é a construção: o produto, o método, os textos, a interface, os nomes e a identidade visual da Confidey são obra própria e estão protegidos por direito autoral.
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Fontes
- Holt-Lunstad J, Smith TB, Layton JB (2010). Social relationships and mortality risk: a meta-analytic review. PLoS Medicine 7(7): e1000316.
- World Health Organization (2025). From loneliness to social connection: charting a path to healthier societies. Report of the WHO Commission on Social Connection.
- World Health Organization (30 June 2025). Social connection linked to improved health and reduced risk of early death.
- World Health Organization. Mental disorders, fact sheet (updated 11 September 2026).
- Mineo L (2017). Good genes are nice, but joy is better. The Harvard Gazette, 11 April 2017.
- Harvard Study of Adult Development (1938 to today).
- Gottman JM, Levenson RW (1992). Marital processes predictive of later dissolution: behavior, physiology, and health. Journal of Personality and Social Psychology 63(2): 221-233.
- Gottman JM, Levenson RW (2000). The timing of divorce: predicting when a couple will divorce over a 14-year period. Journal of Marriage and Family 62(3): 737-745.
- Kazantzis N, Whittington C, Dattilio F (2010). Meta-analysis of homework effects in cognitive and behavioral therapy: a replication and extension. Clinical Psychology: Science and Practice 17(2): 144-156.
- Kazantzis N, Whittington C, Zelencich L, Kyrios M, Norton PJ, Hofmann SG (2016). Quantity and quality of homework compliance: a meta-analysis of relations with outcome in cognitive behavior therapy. Behavior Therapy 47(5): 755-772.
- Gollwitzer PM (1999). Implementation intentions: strong effects of simple plans. American Psychologist 54(7): 493-503.
- Gollwitzer PM, Sheeran P (2006). Implementation intentions and goal achievement: a meta-analysis of effects and processes. Advances in Experimental Social Psychology 38: 69-119.
- Whitmore J (1992). Coaching for Performance. Nicholas Brealey.
- de Shazer S, Berg IK, Lipchik E, Nunnally E, Molnar A, Gingerich W, Weiner-Davis M (1986). Brief therapy: focused solution development. Family Process 25(2): 207-221.
- Rosenberg MB (2015). Nonviolent Communication: A Language of Life, 3rd edition. PuddleDancer Press.
- Center for Creative Leadership. Use Situation-Behavior-Impact (SBI) to understand intent versus impact.
Sem cartão. Cancele quando quiser.